Como tudo vai acabar? A descoberta de que a expansão do universo está
em aceleração (o que garantiu o Nobel de Física de 2011 aos cientistas
que descobriram) indica que existe uma energia escura que está
impulsionando as galáxias para se afastarem cada vez mais umas das
outras. E, ao analisarmos as propriedades dessa energia, vários cenários
surgem para como o fim será. Físicos chineses lançaram neste domingo
uma análise própria das possibilidades e afirmam que existe até data
para isso acontecer: daqui a 16,7 bilhões de anos em um evento já
teorizado e chamado de "Big Rip" (que em português geralmente recebe o
nome de "Grande Ruptura").
A pesquisa, das universidades de Ciência e Tecnologia da China, do
Noroeste e de Pequim e do Instituto de Física Teórica da Academia
Chinesa de Ciências, foi divulgada neste domingo para explicar como e
quando o universo pode acabar. Os cientistas focaram principalmente no
pior cenário possível, que é o Big Rip.
Os pesquisadores chineses criaram uma nova parametrização - que chamaram
de Ma-Zhang - e a combinaram a um método (chamado de Monte Carlo via
Cadeias de Markov) para chegar à conclusão de que, com o que sabemos da
energia escura e no pior cenário possível, o universo ainda tem 16,7
bilhões de anos.
Seguindo o cenário do Big Rip, a força de repulsão da energia escura irá
aos poucos superar as demais forças, como a gravidade. As estrelas e
planetas iriam perder a ligação e acabariam por se afastar. Conforme os
chineses, as estrelas da Via Láctea iriam se separar cerca de 32,9
milhões de anos antes do Big Rip. Dois meses antes do fim, a Terra
perderia sua ligação com o Sol. Faltando cinco dias, a Lua nos deixaria.
Somente 28 minutos antes de tudo acabar, o Sol seria destruído. Nos
últimos minutos, quando faltarem apenas 16 para a Grande Ruptura, a
Terra vai explodir. Por fim, as próprias ligações entre átomos e
partículas não vão mais suportar e assim terá acabado o universo. Ainda
bem que falta muito tempo.